Elayne Priscila

domingo, 26 de setembro de 2010

História das palhetas gonzalez

História

Tudo começou em 1963 quando, devido a uma reestruturação, a Orquestra Sinfônica da Universidade Nacional de Cuyo trouxe a Mendoza um grande número de músicos de toda a Argentina e do mundo. Nestes anos, a Sinfônica  se converteu na mais prestigiosa orquestra do interior do país, também  formando uma das melhores escolas de música da América do Sul.
Entre aqueles jovens artistas encontrava-se o oboísta Juan José Gonzalez,   primeiro oboé da orquestra, e professor na escola de música. Desde a sua chegada a Mendoza, Juan José se interessou em conhecer as qualidades das canas que cresciam selvagens na região, aos pés das montanhas Andinas, sem imaginar que, graças ao seu interesse, a cana da região seria mundialmente conhecida.
Em 1983, Juan José, junto com seu filho Juan Pablo Gonzalez, fundou uma empresa com a intenção de cultivar o Arundo Donax e comercializá-lo com diferentes fabricantes estrangeiros. Assim criaram a Argendonax SRL, sendo em seu início, somente uma distribuidora de matéria prima. Em 1995, como resultado de muitos anos de pesquisa e aquisição de equipamentos, lançam ao mercado as primeiras canas feitas na Argentina, o nome de marca Zonda.
A visão: fabricar as melhores palhetas para instrumentos de sopro do mundo.
No ano 2000 nascem as palhetas para clarinete Gonzalez FOF (For our Friends). Com sua apresentação no Clarinet Fest em New Orleans se dá o começo da nossa marca, a qual é sinônimo de prestígio e qualidade.

Processo

Das nossas amplas plantações de Mendoza, nasce a matéria prima mais nobre, a qual trabalhada com modernas tecnologias e sob rígido controle de qualidade, dá lugar a tão impecáveis produtos.

Principal

Gonzalez  é uma empresa familiar dedicada ao cultivo e fabricação de palhetas para clarinete e saxofone. Produzimos palhetas simples e também duplas para oboé, corne inglês e fagote. Todas elas provêem de plantações próprias de Arundo Donax aos pés dos Andes e é considerada a maior a nível mundial.
Desde o nosso começo em 1982, nossa missão tem sido criar as melhores palhetas do mundo. Através do nosso intenso envolvimento e controle de qualidade a cada estágio do cultivo, produção, manufatura e distribuição, descobrimos as necessidades dos exigentes músicos profissionais.
Através de um profundo compromisso com o meio-ambiente, escolhemos a melhor matéria prima e a fabricação das canas é feita com tecnologia de ponta. É por isso que a marca Gonzalez é sinônimo de excelência em mais de trinta países que compõem nossa rede de distribuição.

continuação:de uma breve história

Uma breve história 1 2 3
O passo seguinte da evolução do clarinete foi a adaptação ao clarinete do sistema Boehm.

Tal como referi anteriormente, a introdução e padronização do sistema Bohem decorreu a partir da adaptação do sistema usado na flauta (cuja criação é atribuída a Theobald Boehm).

A ideia básica deste sistema é que a colocação dos orifícios do instrumento é feita mais em função de critérios de conforto de execução do que acústicos (os orifícios dos clarinetes anteriores ao sistema Boehm não eram projectados para facilitar o manuseamento mecânico das mãos). Desta forma, a utilização das chaves para abertura e fechamento dos orifícios tem grande importância, ajudando a superar as dificuldades mecânicas. O clarinete boehm é hoje em dia composto por 17 chaves.

Este sistema foi aplicado não apenas no clarinete, mas também no oboé e no saxofone. Um sistema híbrido é ainda utilizado no fagote.

clarinete boehm
clarinete boehm 2
clarinete boehm 3
Em detalhe: clarinetes construídos no sistema Boehm
O sistema Albert, como já se disse, ainda é usado em algumas regiões da Europa e Estados Unidos. A principal limitação deste sistema de colocação dos dedos é que “obriga”, em determinadas circunstâncias, ao cruzamento de dedos (dificuldade que o sistema Boehm ultrapassou) o que se torna particularmente limitante em passagens mais difíceis que exijam destreza de dedos.
clarinete albert
clarinete albert 2
clarinete albert 3
Em detalhe: clarinetes construídos no Sistema Albert
O sistema Oehler (pronuncia-se “oiler”) por seu turno, também requer o cruzamento de dedos e difere bastante do sistema Boehm. A sua principal particularidade reside na utilização de chaves com “rolamentos” semelhantes às que se encontram nos saxofones. Este tipo de clarinete apresenta um conjunto de 22 chaves e é usado sobretudo na Alemanha.
sistema oehler
clarinete ohler
clarinetes Oehler
O Período Romântico

O Romantismo pode ser considerado como o período no qual o clarinete adquiriu a sua identidade e maturidade enquanto instrumento.

Nos períodos anteriores, a presença do clarinete no conjunto das obras musicais então escritas era claramente rudimentar ou inexistente. O chalumeau (predecessor do clarinete) surgiu por volta dos séc. 16/17  e teve poucas peças escritas para ele. Com a invenção do clarinete já no Período Barroco, o repertório para ele era quase inexistente. No Periodo Classico, os compositores começaram a introduzi-lo na orquestra sinfonica, escrevendo partes de tutti e pequenos solos, quase sempre em dobra com outros instrumentos. Inicialmente os maiores divulgadores do instrumento eram os próprios clarinetistas, como J.X. Lefévre, que compunham peças para eles mesmo executarem.
O Período Romântico marcou assim o apogeu do clarinete. Com os desenvolvimentos e aperfeiçoamentos mecânicos, o aumento da tessitura, aparecimento de instrumentistas virtuosos, sua excepcional capacidade de mistura tímbrica com outros instrumentos, tornaram o clarinete um alvo preferencial para os compositores da época, de tal modo que adquiriu, então, um papel de relevo seja na música sinfónica, ópera e música de câmara, bem como nas obras solo.

Hoje em dia nas bandas sinfonicas, graças ao seu virtuosimo, o clarinete assume o papel que, na música sinfónica, é normalmente confiado às cordas, particularmente aos violinos.

Evolução do Sistema de Chaves

A evolução do chalumeau para o clarinete, por Johann Denner, traduziu-se na criação de um instrumento que não tinha mais do que 7 buracos e 2 chaves “operando” num curtíssimo registo tímbrico de 12ª.

Por volta de 1700, J. Denner colocou as 2 chaves de tal modo que uma delas (chamada “chave de registo”) possibilitou o aumento da tessitura do clarinete para aproximadamente 3 oitavas.

Em 1710, Jacob Denner, filho de Johannn, efetuou várias experiências na colocação das chaves descobrindo posições que permitiam atingir registos mais agudos e uma melhor afinação.

Por volta de 1740 foi introduzida a terceira chave e em 1778 o clarinete standard tinha já 5 chaves. Não obstante, a esta altura o clarinete era sobretudo tocado por oboístas que tocavam ambos os instrumentos (oboé e clarinete) não havendo a tradição de um instrumentista se dedicar exclusivamente ao clarinete.


É curioso notar que foi para o clarinete de 5 chaves que Mozart escreveu o seu Concerto e Quinteto. É extraordinário imaginar a agilidade e virtuosismo do instrumentista a quem coube a missão de executar tais obras, considerando a complexidade dinâmica, tímbrica e cromática das mesmas, por um lado, e as limitações técnicas de um instrumento com apenas 5 chaves. Mozart compos o concerto e quinteto para seu amigo e companheiro de Maçonaria, Anton Stadler. O registro grave do clarinete era o que mais agradava Mozart, que frequentemente o comparava à beleza da voz humana.
clarinetes de 5 chaves feitos por J.Denner
O clarinete de 5 chaves manteve-se como standard até princípios do séc. 19, época em que Ivan Muller introduziu lhe importantes modificações, de tal ordem que é por muitos considerado como o verdadeiro pai do clarinete moderno.

Ivan Muller, nascido na Russia, fixou-se por volta de 1809 em Paris, cidade onde se situavam os principais fabricantes de instrumentos em madeira da época. Começa então a introduzir alterações na construção do clarinete, desenvolvendo intrincados mecanismos de chaves, permitindo combinações técnicas que de outro modo só seriam possíveis com recurso a dedos suplementares.

Muller apresentou o seu “invento” (um clarinete com 13 chaves) no Conservatório de Música de Paris em 1815, e foi completamente rejeitado. Tal rejeição não derivou diretamente do sistema apresentado por Muller, mas sim do entendimento que os professores da época partilhavam de que este tipo de clarinete, com afinação em Sib, poderia acabar com os outros tipos de clarinete então existentes (com diferentes afinações) extinguindo a variedade tímbrica e recursiva que esses diferentes clarinetes se prestavam.

anton stadler
silhueta de Anton Stadler
clarinete muller 2
clarinete muller 3
clarinete muller
Em detalhe: as inovações nos clarinetes construídos por Muller
claves sol#-lá
chaves fá-ré#-dó#
chave sol#-lá tal como conhecemos hoje

Uma breve história

Uma breve história 1 2 3

O clarinete tal como conhecemos hoje passou por uma longa e complexa evolução. Em diversas culturas antigas são encontrados instrumentos cujo processo de produção do som é o mesmo que o da clarineta, são os chamados instrumentos de palheta simples, por possuirem uma única palheta que vibra e produz o som através de um tubo.
Por volta do ano 2700 A.C já era encontrado no Egito instrumentos como o iarghul, a zummara e o midjweh. Na Índia podemos encontrar até hoje um instrumento tradicional conhecido como Pungi, que é usado pelos encantadores de serpentes.        
midjweh
iarghul
zummara
pungi
A invenção da clarineta é universalmente creditada a Johann Christoph Denner (1655-1707) e seu filho Jacob Denner (1685-1735), famosos fabricantes de instrumentos de sopro que residiam na cidade de Nuremberg, e tinham a intenção de desenvolver o chalumeau.
            O chalumeau era uma espécie de flauta doce com um “bico”, onde se prendia uma palheta. e sua extensão sonora era de aproximadamente uma oitava e meia. Denner acrescentou ao chalumeau  uma chave na parte superior traseira, que possibilitou ao instrumento atingir um registro agudo. Estava criada a clarineta. Pesquisadores acreditam que isso aconteceu em torno de 1701- 1704.
chalumeau
clarinetes construidos por Denner
A sonoridade do registro agudo da clarineta foi associado, a princípio, ao som do trompete, tanto que o primeiro nome dado ao instrumento foi  mock trumpet (mock=“zombar”,“imitar”). Posteriormente, o registro agudo começou a ser chamado de “clarino” ,ainda em referencia ao trompete,  derivando em clarineta, ou seja “pequeno clarim”.
            A grande diferença da clarineta em relação aos demais instrumentos de sopro é que numa mesma posição o instrumento emite um intervalo de 12ª, enquanto os demais instrumentos emitem uma oitava. Essa característica possibilita à clarineta possuir a maior tessitura entre os instrumentos de sopro, de quase 4 oitavas. Logo, essa e outras  características começaram a cativar os compositores.
Em 1740, Vivaldi compôs tres concertos grossos para dois clarinetes e dois oboés e Handel compos uma abertura para dois clarinetes e corno di caccia na mesma decada. Karl Stamitz e Georg Fuchs compuseram concertos para integrantes da famosa Orquestra de Manheim na década de 1780. Esses concertos demonstravam a grande facilidade com que os executantes podiam passar do registro grave ao agudo, porém a afinação e progressões cromáticas eram ainda grandes desafios. Durante esse período foi significante a experimentação por parte de luthiers no tubo e furos do clarinete com o objetivo de superar esses problemas.
Em finais do século 17, o clarinete sofreu uma evolução com a introdução de novas chaves e alterações ao nível do diâmetro e posições dos orifício.  Ivan Muller (Alemanha) desenvolveu nesta fase o clarinete de 13 chaves cuja popularidade se manteve até finais do séc. XIX.

Entre 1839 e 1843, Joachim Klosé e Theobald Buffet adaptaram ao clarinete o sistema de colocação de dedos da flauta, chamado Boehm. Apesar deste ser o sistema habitualmente utilizado hoje em dia, subsistem ainda outros sistemas, como é o caso dos sistema “Albert” e “Oehler” (usados sobretudo na Alemanha).

Breve História do Clarinete

 Instrumento musical de sopro. Compreende um tubo, geralmente de madeira, que tem a extremidade em forma de campânula e um bocal cônico com uma única palheta. Tem quatro registros: grave, médio, agudo e superagudo. Os sons são produzidos quando se sopra através da palheta, enquanto os dedos do músico abrem e fecham os orifícios ao longo do tubo.

Considerações Históricas

O predecessor do clarinete foi a charamela que se pode considerar como o primeiro instrumento musical de palheta única. Apareceu em finais de 1600 e era muito pouco versátil e funcional uma vez que a tua tessitura não chegava sequer às 2 oitavas.

Johan Christoph Denner (Nuremberga) e o seu filho Jacob são apontados como os “inventores” da chamada “chave de registo” que permitiu à charamela aumentar significativamente o seu registo tímbrico. Contudo, curiosamente na charamela ( e actual clarinete) a mudança de registo faz-se ao intervalo de 12ª ao passo que nos restantes instrumentos de palheta tal transposição ocorre à 8ª. Dessa forma, por exemplo, com todos os orifícios tapados e sem a “chave de registo” accionada o clarinete emite a nota Mi, ao passo que com a chave activa não emite a oitava superior dessa nota mas sim a nota Si num intervalo de 12ª.

Devido a esta inovação introduzida por J. C. Denner, este último é considerado como o inventor do clarinete.

O clarinete é ainda distinto e único em termos da configuração do seu corpo. Enquanto os outros instrumentos de sopro apresentam uma configuração cónica (até mesmo a flauta), alargando à medida que se avança de uma extremidade para a outra, o corpo do clarinete é cilíndrico, o que justifica a excepcional mudança de registo já referida e uma unicidade em termos das suas particularidades tímbricas.

Em finais de 1700 o clarinete sofreu diversas fases evolutivas com a introdução de novas chaves e alterações ao nível do diâmetro e posições dos orifícios, por exemplo. Iwan Muller (Alemanha) desenvolveu nesta fase o clarinete de 13 chaves cuja popularidade se manteve até finais do séc. XIX.

Entre 1839 e 1843, Klosé e Buffet adaptaram ao clarinete o sistema Bohem (da flauta) de colocação dos dedos. Apesar deste ser o sistema habitualmente utilizado hoje em dia, subsistem ainda outros sistemas, como é o caso dos sistema “Albert” e “Oehler” (usados sobretudo na Alemanha).

O “basset horn” é um tipo de clarinete habitualmente afinado em Fá.


Evolução do Sistema de Chaves

A evolução da charamela para o clarinete, da responsabilidade de Johann Denner, traduziu-se na criação de um instrumento que na época (ap. 1690) não tinha mais do que 7 buracos e 2 chaves “operando” num curtíssimo registo tímbrico de 12ª.

Por volta de 1700, J. Denner colocou as 2 chaves de tal modo que uma delas (chamada “chave de registo”) possibilitou o aumento da tessitura do clarinete para aproximadamente 3 oitavas.

Em 1710, Jacob Denner, filho de Johannn, efectuou várias experiências na colocação das chaves descobrindo posições que permitiam atingir registos mais agudos e uma melhor afinação.

Por volta de 1740 foi introduzida a terceira chave e em 1778 o clarinete standard tinha já 5 chaves. Não obstante, nesta altura o clarinete era sobretudo tocado por oboeístas que tocavam ambos os instrumentos (oboé e clarinete) não havendo a tradição de um instrumentista se dedicar em exclusivo ao clarinete.

É curioso notar que foi para o clarinete de 5 chaves que Mozart escreveu o seu Concerto e Quinteto. É extraordinário imaginar a agilidade e virtuosismo do instrumentista a quem na altura coube a missão de executar tais obras, considerando a complexidade dinâmica, tímbrica e cromática das mesmas, por um lado, e as limitações técnicas de um instrumento com apenas 5 chaves.

O clarinete de 5 chaves manteve-se como standard até princípios do séc. 19, altura em que Ivan Muller introduziu lhe importantes modificações, de tal ordem que é por muitos considerado como o verdadeiro pai do clarinete moderno.

Ivan Muller, nascido na Russia, fixou-se por volta de 1809 em Paris, cidade onde se situavam os principais fabricantes de instrumentos em madeira da época. Começa então a introduzir alterações na construção do clarinete, desenvolvendo intrincados mecanismos de chaves, permitindo combinações técnicas que de outro modo só seriam possíveis com recurso a dedos suplementares...

Muller apresentou o seu “invento” (um clarinete com 13 chaves) ao Conservatório de Música de Paris em 1815.... e foi chumbado redondamente. Tal rejeição não derivou directamente do sistema apresentado por Muller, mas sim do entendimento que os mestres da época partilhavam de que este tipo de clarinete, com afinação em Sib, poderia acabar com os outros tipos de clarinete então existentes (com diferentes afinações) pondo em causa a variedade tímbrica e recursiva a que tais diferentes clarinetes se prestavam.

O passo seguinte da evolução do clarinete foi a adaptação ao clarinete do sistema Bohem.

Tal como se referiu anteriormente, a introdução e estandardização do sistema Bohem decorreu a partir da adaptação do sistema usado na flauta (cuja criação é atribuída a Theobald Bohm).

A ideia básica deste sistema é que a colocação dos orifícios do instrumento é feita em função de critérios acústicos mais do que em critérios de conforto manual (os orifícios dos clarinetes não Bohem eram projectados para facilitar o manuseamento mecânico das mãos). Desta forma, o recurso às chaves para abertura e oclusão dos orifício reveste-se de particular importância esbatendo assim as dificuldades mecânicas. O clarinete bohem é hoje em dia composto por 17 chaves.

Este sistema foi entretanto aplicado não apenas ao clarinete, mas também ao oboé e saxofone. Um sistema híbrido é ainda utilizado no fagote.

O sistema Albert, como já se disse, ainda é usado em algumas regiões da Europa e Estados Unidos. A principal limitação deste sistema de colocação dos dedos é que “obriga”, em determinadas circunstâncias, ao cruzamento de dedos (dificuldade que o sistema Bohem ultrapassou) o que se torna particularmente limitante em passagens mais difíceis que exijam destreza de dedos.

O sistema Oehler (pronuncia-se “oiler”) por seu turno, também requer o cruzamento de dedos e difere bastante do sistema Bohem. A sua principal particularidade reside na utilização de chaves com “rolamentos” semelhantes às que se encontram nos saxofones. Este tipo de clarinete apresenta um conjunto de 22 chaves e é usado sobretudo na Alemanha.

O Período Romântico

O Romantismo pode ser considerado como o período no qual o clarinete adquiriu a sua identidade e maturidade enquanto instrumento de eleição.

Nos períodos anteriores a presença do clarinete no conjunto das obras musicais então escritas era claramente rudimentar ou inexistente. A charamela (predecessor do clarinete) surgiu por volta dos séc. 16/17 e apenas no período Barroco, ainda que de modo insipiente começam a aparecer obras musicais com inclusão do clarinete.

O Período Romântico marca assim o apogeu do clarinete. Os desenvolvimentos e aperfeiçoamentos mecânicos já referidos, o aumento da tessitura e aparecimento de instrumentistas virtuosos, a par da sua excepcional capacidade de mistura tímbrica com as cordas, metais e outros instrumentos de madeira tornaram o clarinete um alvo preferencial para os compositores da época, de tal modo que este instrumento adquire, nesta altura, um papel de relevo ao nível de géneros como a música sinfónica, ópera e música de câmara bem assim como ao nível da escrita de obras a solo.

Hoje em dia, ao nível das bandas filarmónicas, o clarinete assume o papel que, ao nível da música sinfónica, é normalmente confiado às cordas, particularmente aos violinos.

Dos instrumentos tradicionalmente usados nas bandas filarmónicas, o clarinete apresenta-se como um dos que se presta a maiores virtuosismos técnicos por parte dos seus executantes.


Referências bibliográficas

Brymer, Jack. Clarinet. New York : Schirmer, 1976.
Downs, Philip. Classical Music. New York : W. W. Norton Company, 1992.
Kroll, Oskar. The Clarinet. New York : Taplinger, 1965.
Leeson, Daniel. Woodwind Anthology. Edited by The Instrumentalist. The Use of the Clarinet in C. New York : The Instrumentalist Company, 1983.
Rice, Albert. The Baroque Clarinet. Oxford : Clarendon Press, 1992.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Cuidados com o clarinete

Cuidados com o clarinete

Para ter um instrumento sempre em perfeitas condições é necessário,
antes de tudo, tratá-lo muito bem. Alguns cuidados são essenciais para
que o clarinete tenha uma vida útil e longa bastando, apenas, alguns
cuidados bem simples. Segue, abaixo, uma série de procedimentos que
serão úteis para manter o clarinete com uma boa aparência e um bom
funcionamento.
ESTOJO
O estojo não serve somente para guardar o clarinete, mas também para
protegê-lo de pancadas e coisas do tipo. Existe, também, uma espécie de
bolsa que serve para transportá-lo. É bem mais prática para quem pega
ônibus é bem mais prático do que com o estojo, mas não oferece uma
proteção tão boa quanto o outro.
SECANDO O CLARINETE
Após terminar de tocar o instrumento, você deve sempre secar suas partes.
Para isso, retire a boquilha e a enxugue bem. Nocaso da palheta, deve-se lavar. Se você quiser lavar a boquilha também é bom, mas não se esqueça de retirar a abraçadeira.
Para limpar o clarinete por dentro você deve usar escovas especiais de secagem que são encontrada com facilidade em lojas de acessórios para instrumentos musicais. Mas, se você não tem esse tipo de escova, faça da seguinte maneira: Arrume umpedaço de barbante ou qualquer outro tipo de cordão que seja resistente, um pesinho (pode ser um parafuso, porca etc.) e um pano macio de preferência que não solte fiapos (recomenda-se aquele pano que se usa em fraldas, ou pode ser uma flanela). Prenda o peso numa extremidade e o pano na outra. Recomenda-se que se cubra o peso com uma fita (pode ser esparadrapo). Isso evita que se arranhe o seu instrumento. Introduza o peso pela campana do clarinete. Manobre o instrumento de maneira que o peso saia pelo outro lado. Puxe o barbante com o pano e repita a operação quantas vezes forem necessárias. O mesmo deve ser feito com a boquilha.
LIMPANDO O CLARINETE
Após o uso, o mais indicado é passar uma flanela ou um pano macio em toda a superfíciedo clarinete, passando pelas chaves e anéis e os espaços entre eles, tudo com muito cuidadoara que não empene o mecanismo das chaves e anéis do clarinete dada a sua sensibilidade.
Este procedimento evita o acumulo de crostas e a oxidação das chaves e anéis do instrumento.

image

Boquilha

Boquilha

A boquilha é a zona do clarinete onde se sopra. Usa-se uma palheta (feita de cana, que vibra com a passagem do ar), produzindo som.
De que adianta ter um bom Clarinete e não ter uma boa boquilha?
Na verdade a boquilha é uma peça de extrema importância no clarinete.
No início do século 20 as frágeis boquilhas de madeira e de vidro foram substituidas por boquilhas de plastiscina que fazem a maior parte das boquilhas fabricadas hoje em dia. Algumas linhas de boquilhas de cristal ainda são fabricadas, mas essas não são extensamente usadas devido ao alto custo e fragilidade.
Sem dúvida, a boquilha é o componente do clarinete que exerce o maior grau de variação
na entonação do instrumento.
boquilha clarinete boquilha clarinete